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Sudão proíbe a construção de novas igrejas
O Sudão proibiu a construção de qualquer nova igreja no país, que está sob o regime islâmico desde 1989.
O ministro sudanês de Orientação e Dotações Religiosas, Shalil Abdullah, anunciou que o governo, doravante, não emitirá licenças para a construção de igrejas no país. O ministro Shalil Abdullah disse à imprensa no sábado que as igrejas existentes são suficientes para a população cristã que permanece no Sudão após a secessão do Sudão do Sul em 2011. Ele destacou que o Sudão do Sul é agora um país independente com a maioria de sua população sendo cristã, e que o número de cristãos ainda no Sudão é pequeno.
A proibição suscitou críticas imediatas dos líderes cristãos sudaneses. O secretário-geral do Conselho de Igrejas do Sudão, reverendo Kori El Ramli, disse à rádio Tamazuj que a declaração feita pelo ministro contradiz a constituição do país.
Minoria cristã
“Sim, somos uma minoria, mas temos liberdade de culto e crença como o resto dos sudaneses, desde que sejamos cidadãos sudaneses como eles”, explicou. O bispo também criticou a recente demolição de uma igreja perto de um subúrbio localizado em Cartum Norte pelas autoridades locais.
Em 1º de julho, as autoridades demoliram a Igreja de Cristo sudanês na área residencial de El Izba, no norte de Cartum. Kuwa Shamal Kuku, o bispo da igreja demolida, expressou seu descontentamento dizendo que a demolição foi realizada sob o pretexto de proteger a terra. O Sudão sentenciou uma mulher cristã à morte em maio passado, depois que ela se recusou a renunciar à sua fé. Ela foi libertada pelo tribunal de apelação sudanês, mas ainda está na embaixada americana em Cartum depois de ter sido impedida de deixar o país no mês passado. O veredicto do tribunal sudanês gerou críticas internacionais à liberdade religiosa no país.
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