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Exigências de transição #Brexit da UE - e o que elas significam

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Os ministros da UE aprovaram na segunda-feira (29 de janeiro) suas instruções ao negociador do Brexit Michel Barnier, definindo as exigências dos 27 estados sobre o que a Grã-Bretanha deve fazer para garantir um período de transição após deixar a União Europeia em 29 de março de 2019.

A seguir estão os pontos-chave do rascunho final visto pela Reuters, anotados em pontos-chave:

9. ... as disposições da parte relativa aos direitos dos cidadãos do acordo de rescisão devem ser aplicáveis ​​a partir do final do período de transição. A 'data especificada' ... deve, consequentemente, ser definida como a do final do período de transição.

A Grã-Bretanha GARANTIU DIREITOS DE VIDA AOS RESIDENTES DA UE QUE CHEGAM ANTES DO BREXIT. OS FUNCIONÁRIOS DIZEM QUE ARGUIRÃO CONTRA ELES PARA AS PESSOAS QUE CHEGAREM SOMENTE DURANTE A TRANSIÇÃO APÓS O BREXIT.

10. ... qualquer acordo terá de se basear em um equilíbrio de direitos e obrigações e garantir condições equitativas;

A GRÃ-BRETANHA NÃO PODE SOB IMPOSTOS, TRABALHOS E OUTRAS NORMAS DA UE

- a preservação da integridade do mercado único exclui a participação com base numa abordagem setor a setor;

A UE ESTABELECE UM MARCADOR CONTRA AS ESPERANÇAS BRITÂNICAS DE ALCANÇAR NEGÓCIOS ESPECIAIS NO COMÉRCIO FUTURO PARA SETORES COMO EMPRESAS FINANCEIRAS.

- o não membro da União, que não cumpre as mesmas obrigações de um membro, não pode ter os mesmos direitos e gozar das mesmas vantagens que um membro;

- as quatro liberdades do Mercado Único são indivisíveis e não pode haver “escolha seletiva”;

A IMIGRAÇÃO GRATUITA DA UE DEVE CONTINUAR NA TRANSIÇÃO.

- a União preservará a sua autonomia no que diz respeito às suas decisões, bem como ao papel do Tribunal de Justiça da União Europeia ... isto refere-se, nomeadamente, à competência do Tribunal de Justiça da União Europeia.

O ECJ PERMANECERÁ O ÁRBITRO FINAL DURANTE A TRANSIÇÃO.

11. ... quaisquer dessas disposições transitórias devem ser claramente definidas e precisamente limitadas no tempo. Eles também devem estar sujeitos a mecanismos eficazes de fiscalização.

OS ESTADOS DA UE NÃO QUEREM UMA LAMENTA DE TRANSIÇÃO SEM FIM.

13. ... o acervo da União deve ser aplicado no e no Reino Unido como se este fosse um Estado-Membro. Quaisquer alterações ao acervo da União deverão aplicar-se automaticamente ao e no Reino Unido durante o período de transição.

TODAS AS LEIS DA UE, INCLUINDO AS NOVAS PASSADAS APÓS BREXIT, DEVEM SER APLICÁVEIS À GRÃ-BRETANHA. PODE CONTINUAR A OPTAR DE ALGUMAS ALTERAÇÕES NAS LEIS DE JUSTIÇA E DE SEGURANÇA, MAS NÃO PODERIA MAIS SER PERMITIDO A OPTAR NA MAIORIA DAS MEDIDAS NESTA ÁREA. A GRÃ-BRETANHA PODE OBJETAR A PERDA DE ALGUMAS OPÇÕES E QUER UMA FORMA DE “RESOLVER PREOCUPAÇÕES” SOBRE NOVAS LEIS.

14. ... o efeito direto e o primado do direito da União devem ser preservados.

15. ... o Reino Unido deve permanecer vinculado às obrigações decorrentes dos acordos celebrados pela União ... ao passo que o Reino Unido deve deixar de participar em quaisquer organismos criados por esses acordos.

A GRÃ-BRETANHA TERIA QUE HONRAR OS TRATADOS DA UE COM OUTROS ESTADOS

16. ... exigem a continuação da participação do Reino Unido na união aduaneira e no mercado único (com todas as quatro liberdades) durante a transição. O Reino Unido deve tomar todas as medidas necessárias para preservar a integridade do mercado único e da união aduaneira. O Reino Unido deve continuar a cumprir a política comercial da União. Deve também [cobrar] direitos da Pauta Aduaneira Comum e [efetuar] todos os controlos exigidos pela legislação da União nas fronteiras com outros países terceiros. Durante o período de transição, o Reino Unido não pode ficar vinculado por acordos internacionais celebrados por conta própria nos domínios da competência do direito da União, a menos que a União o autorize a fazê-lo.

A GRÃ-BRETANHA APLICA AS REGRAS ADUANEIRAS DA UE E PASSA DEVERES ÀS BRUXELAS. É NECESSÁRIO O CONSENTIMENTO DA UE ASSINAR OS SEUS PRÓPRIOS ACORDOS COMERCIAIS - Embora NADA A PARE DE NEGOCIAR PACTOS PARA O FUTURO.

17. ... exige a aplicação dos atuais instrumentos e estruturas regulamentares, orçamentais, de supervisão, judiciários e de execução da União, incluindo a competência do Tribunal de Justiça da União Europeia.

AINDA, OUTRO LAR DA SUPREMACIA ECJ - ALGO QUE MUITOS APOIADORES DO BREXIT VÊEM COMO A PRINCIPAL RAZÃO PARA SAIR DA UE

18. ... As instituições, órgãos e agências da União devem conduzir todos os procedimentos de supervisão e controlo previstos na legislação da União ... O Reino Unido deixará, contudo, de participar, nomear ou eleger membros das instituições da União, nem participar na decisão- tomada ou governação dos órgãos, organismos e agências da União.

APESAR DE ADOTAR AS REGRAS DA UE, A GRÃ-BRETANHA PERDE TODA A REPRESENTAÇÃO

19. ... como regra geral, o Reino Unido não participará de reuniões de comitês ... e outras entidades semelhantes ... onde os Estados-Membros estão representados. Excepcionalmente, caso a caso, o Reino Unido poderia ser convidado a participar sem direito a voto em tais reuniões, desde que:

- a discussão diz respeito a atos individuais dirigidos ao Reino Unido ou a pessoas singulares ou coletivas britânicas; ou

- a presença do Reino Unido é necessária e do interesse da União, em particular para a aplicação efetiva do acervo da União durante o período de transição.

20. O Acordo de Retirada deve definir as condições precisas e a estrutura clara em que tal comparecimento excepcional deve ser permitido.

21. Devem também ser previstas consultas específicas sobre a fixação das possibilidades de pesca.

A GRÃ-BRETANHA TERÁ SITUAÇÃO DE OBSERVADOR EM ALGUMAS REUNIÕES DA UE SOB UM QUADRO PRECISO E TERÁ UMA DIZIA NAS COTAS DE PESCA ANUAIS

22. O período de transição ... não deve durar além de 31 de dezembro de 2020.

ESSE PERÍODO DE 21 MESES COINCIDE COM O FIM DO ORÇAMENTO DE 7 ANOS DA UE, MAS OS ESTADOS ESTÃO DISPOSTO A ESTENDÊ-LO - UM POUCO - SE NECESSÁRIO PARA SUAVIZAR O INÍCIO DE UM NOVO NEGÓCIO

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Colaborador convidado - Opinião

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