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O Quénia é a próxima Singapura?

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Por Jean Clarys

A ideia de que o Quénia possa tornar-se a próxima Singapura parece ambiciosa e provocadora. Singapura é frequentemente citada como um exemplo de rápido sucesso económico e o Quénia aspira a uma transformação semelhante. Este artigo examina as principais semelhanças e diferenças entre estes dois países para avaliar esta hipótese.

Quadros Políticos e Económicos: Uma Análise Comparativa

Desde a década de 1960, Singapura tem vivido uma transformação económica espetacular. Outrora um pequeno porto de pesca, Singapura tornou-se um dos centros financeiros mais prósperos do mundo. Este sucesso baseia-se em vários factores: estabilidade política rigorosa, políticas atractivas a favor das empresas e infra-estruturas de primeira qualidade. Por exemplo, o Aeroporto Changi de Singapura é consistentemente classificado entre os melhores do mundo, e o Porto de Singapura é um dos mais movimentados em termos de tonelagem marítima.

O governo de Singapura criou um ambiente empresarial favorável, atraindo enormes investimentos estrangeiros e estimulando o crescimento económico. O Quénia, por outro lado, encontra-se actualmente numa encruzilhada crítica entre a M-Pesa e a M-Pesa, que revolucionaram a banca móvel.

Recent reforms, particularly within the framework of Vision 2030, aim to transform Kenya into an industrialised middle-income country. Ambitious infrastructure projects, such as the development of the Standard Gauge Railway (SGR) linking Mombasa and Nairobi, illustrate Kenya’s intention to modernize its economy.

Esforços de Governança e Anticorrupção: Caminhos Divergentes

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Singapore’s governance model is often described as benevolent authoritarianism, characterised by efficient administration and relentless anti-corruption efforts. The Corrupt Practices Investigation Bureau (CPIB), established in 1952, plays a crucial role in maintaining low levels of corruption. This approach has maintained political and social stability, creating an environment conducive to economic growth. Singapore’s economic policies, such as special economic zones and tax incentives, have also played a crucial role in attracting foreign investments.

Por exemplo, o projecto da Ilha Jurong transformou um grupo de pequenas ilhas num centro químico de classe mundial. Do outro lado do Oceano Índico, no Quénia, a situação política actual é muito diferente da de Singapura. Na verdade, o país enfrenta desafios de governação e problemas persistentes de corrupção. O país tem uma classificação fraca no Índice de Percepção da Corrupção, o que destaca a necessidade de reformas substanciais.

No entanto, iniciativas recentes mostram vontade de mudar. A criação da Comissão de Ética e Anticorrupção (EACC) e a nova legislação destinada a melhorar a transparência são passos na direção certa. A democratização gradual e as reformas administrativas visam melhorar a eficiência governamental e atrair mais investimentos estrangeiros. A luta contra a corrupção continua a ser um grande desafio, mas foram realizados progressos significativos nos últimos anos, com casos de grande visibilidade a serem processados.

Infraestruturas e Desenvolvimento Urbano: Estabelecendo as Bases para o Crescimento

Singapura possui uma rede de transportes extremamente eficiente e um desenvolvimento urbano bem integrado. O sistema Mass Rapid Transit (MRT) é um excelente exemplo de transporte público eficaz, facilitando o movimento eficiente dentro da cidade. Infraestruturas de alto nível, incluindo um porto de classe mundial e um aeroporto internacional, são pilares essenciais da sua economia. O governo de Singapura tem investido fortemente em infra-estruturas, reconhecendo a sua importância para o desenvolvimento económico e para atrair empresas internacionais.

Por seu lado, o Quénia empreendeu vários projectos recentes de infra-estruturas para modernizar as suas redes de transportes e comunicações. A Superestrada Thika é um exemplo notável, melhorando a conectividade entre Nairobi e as regiões vizinhas. Iniciativas como o projecto ferroviário Mombaça-Nairobi e o desenvolvimento de auto-estradas visam melhorar a conectividade e estimular a economia. No entanto, o financiamento e a gestão destes projectos colocam desafios significativos. As parcerias público-privadas, como o projecto do Corredor de Transporte Porto Lamu-Sudão do Sul-Etiópia (LAPSSET), são frequentemente utilizadas para superar estes obstáculos, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento futuro.

Educação e Inovação: Construindo uma Economia Baseada no Conhecimento

Singapore’s education system is renowned for its excellence, particularly in the fields of science, technology, engineering, and mathematics (STEM). Institutions like the National University of Singapore (NUS) and Nanyang Technological University (NTU) are highly ranked globally. The government strongly encourages innovation and research and development, which has enabled Singapore to become a global leader in technology and innovation. For instance, the Agency for Science, Technology, and Research (A*STAR) drives innovation in various fields.

In a similar dynamic to Singapore, although challenges remain, Kenya has also made significant progress in the field of education. The country has seen an increase in literacy rates and school enrolment. Initiatives such as tech hubs and support for start-ups demonstrate a commitment to promoting innovation. The country has become a technological hub in Africa, with notable developments in information and communication technologies. For example, the iHub in Nairobi serves as a collaborative workspace for tech entrepreneurs. However, to reach Singapore’s level, additional investments in education and innovation are necessary.

In summary, while Kenya and Singapore share certain similarities in terms of economic development and modernisation aspirations, significant differences remain. Singapore’s effective governance model and anti-corruption efforts contrast with Kenya’s political challenges. However, with continued reforms and strategic investments in infrastructure and education, Kenya has the potential to follow a development trajectory similar to Singapore’s. Only time will tell if Kenya can indeed become the next Singapore, but current signs are promising.

© Jean CLARYS, 2024. Todos os direitos reservados

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O EU Reporter publica artigos de várias fontes externas que expressam uma ampla gama de pontos de vista. As posições tomadas nestes artigos não são necessariamente as do EU Reporter.

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