Irão
Em Paris, o líder do Congresso Judaico Mundial em Israel, Sylvan Adams, e o príncipe herdeiro Reza Pahlavi delineiam a visão para as relações israelo-iranianas pós-regime.
Num encontro diplomático histórico realizado em Paris, Sylvan Adams, Presidente do Congresso Judaico Mundial (CJM) de Israel, reuniu-se com o Príncipe Herdeiro Reza Pahlavi para expressar esperanças conjuntas pela libertação da população iraniana, o colapso do atual regime em Teerã e o eventual restabelecimento de relações diplomáticas plenas entre Israel e um Irã democrático.
O encontro de alto nível focou-se principalmente nos profundos laços históricos que unem as comunidades judaica e iraniana em todo o mundo, abordando também as lutas internas em curso no Irã e estabelecendo as bases simbólicas e práticas para um futuro pacífico e cooperativo, assim que a governança democrática for restaurada.
Esperanças compartilhadas por democracia e libertação.
Durante as conversas, Adams reafirmou a sólida solidariedade das comunidades judaicas em todo o mundo com o povo iraniano em sua luta pela autodeterminação e pela reforma política. Enfatizando a necessidade de mudanças políticas fundamentais, Adams destacou o anseio da população iraniana por liberdade e governança democrática.
“Discutimos nossa esperança pela liberdade e libertação do povo iraniano, que tanto sofre e anseia por liberdade. Acredito que isso acontecerá em um futuro muito próximo. O povo judeu apoia integralmente sua visão de um Irã livre, pluralista, representativo e democrático, e estaremos ao seu lado, ombro a ombro.” — Sylvan Adams
O príncipe herdeiro Reza Pahlavi fez coro a esses sentimentos, destacando o vínculo histórico milenar que une as nações judaica e iraniana. Reinterpretando a dinâmica política moderna através de uma longa perspectiva histórica, Pahlavi salientou que a aliança entre as duas culturas está alicerçada em raízes históricas profundas, e não em conveniências geopolíticas recentes.
“O que estamos planejando para o século XXI começou há 25 séculos. Irã e Israel são os únicos dois países neste planeta que têm uma relação bíblica.” — Príncipe Herdeiro Reza Pahlavi
Pahlavi também prestou homenagem aos imensos sacrifícios feitos pelos cidadãos iranianos nas recentes ondas de agitação interna, reconhecendo o apoio demonstrado pelas comunidades judaicas e israelenses durante esses períodos difíceis.
“Milhares de iranianos foram mortos recentemente. Eles não morreram para que um estreito permanecesse aberto ou por um acordo nuclear. Eles morreram pela liberdade. Sempre tivemos o apoio de judeus de todo o mundo e de israelenses pela liberdade do Irã, e agradecemos muito por isso.” — Príncipe Herdeiro Reza Pahlavi
Presentes simbólicos para futuras embaixadas em Teerã e Jerusalém.
Um dos pontos altos do encontro em Paris foi uma troca simbólica que visava prenunciar uma nova era diplomática entre Israel e Irã. Adams presenteou o príncipe herdeiro Pahlavi com duas mezuzás, marcadores tradicionais judaicos usados em portas, esculpidos diretamente em pedra de Jerusalém.
Para reforçar ainda mais os laços comuns entre os dois grupos culturais, o pergaminho manuscrito contido em cada mezuzá foi meticulosamente escrito por um escriba iraniano-israelense, criando uma conexão tangível entre Jerusalém e o Irã.
As duas mezuzás foram destinadas a usos futuros específicos: uma será afixada na porta de entrada de uma futura Embaixada de Israel em Teerã, enquanto a segunda está prevista para uma futura Embaixada do Irã em Jerusalém. Valendo-se de sua experiência pessoal no ramo imobiliário, Adams expressou seu grande desejo de contribuir pessoalmente para a aquisição de um imóvel para a missão diplomática de Israel em uma capital iraniana livre.
“Sou corretor de imóveis. É assim que ganho a vida. Espero ir a Teerã em breve para procurar um terreno onde será instalada a embaixada de Israel. Trouxe duas mezuzás: uma que espero pendurar com vocês na embaixada de Israel em Teerã, e a segunda que ficará na embaixada do Irã em Jerusalém.” — Sylvan Adams
Reconstruir o Irã e restaurar a segurança regional.
Para além do simbolismo diplomático, os líderes trocaram ideias sobre a recuperação econômica e infraestrutural do Irã após uma possível transição política. O príncipe herdeiro Pahlavi expressou confiança de que, uma vez removido o atual regime governante e as ameaças à segurança regional a ele associadas, o Irã estará preparado para uma rápida reconstrução por meio de ampla cooperação e investimento internacional.
Pahlavi observou que espera receber Adams em Teerã no futuro para inspecionar conjuntamente possíveis locais para instalações diplomáticas. Ambos os líderes ressaltaram seu compromisso em manter uma comunicação ativa e fomentar parcerias culturais e estratégicas mais estreitas entre os povos iraniano e judeu.
A cúpula em Paris terminou com uma declaração mútua de confiança de que a antiga amizade que une as duas nações pode ser revitalizada. Tanto Adams quanto Pahlavi enfatizaram que um Irã democrático e o Estado de Israel podem, em última análise, caminhar lado a lado como parceiros estratégicos, promovendo a paz regional, a segurança e a prosperidade econômica em todo o Oriente Médio.
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