Cazaquistão
O Cazaquistão busca uma parceria mais profunda com a UE nas áreas de ciência, educação e inovação.
O Cazaquistão busca colocar a ciência, o ensino superior e a inovação no centro de sua crescente parceria com a União Europeia.
Essa foi a mensagem principal de uma mesa-redonda realizada em Bruxelas no âmbito da plataforma “Diálogo de Shanyraq”, organizada pela Embaixada do Cazaquistão na Bélgica e que contou com a presença do Ministro da Ciência e do Ensino Superior do Cazaquistão, Sayasat Nurbek.
O evento, intitulado “A economia do conhecimento do Cazaquistão: novos horizontes para a parceria com a União Europeia”, reuniu representantes de universidades belgas, centros de pesquisa, corpo diplomático, especialistas e funcionários do Serviço Europeu de Ação Externa.
A discussão refletiu a ambição do Cazaquistão de ir além das áreas tradicionais de cooperação e desenvolver uma parceria com a Europa mais baseada no conhecimento, focada em pesquisa, inovação, mobilidade acadêmica e formação de especialistas para a economia do futuro.
Ao abrir o debate, Karina Anguelieva, Diretora Executiva do Centro Internacional de Ciência e Tecnologia (ISTC), destacou o crescente potencial científico e tecnológico do Cazaquistão. Ela lembrou que esse potencial foi um dos motivos que levaram o ISTC a transferir sua sede para Astana em 2015.
O embaixador do Cazaquistão na Bélgica, Roman Vassilenko, afirmou que as relações entre o Cazaquistão e a UE fizeram progressos significativos ao longo dos 33 anos desde o estabelecimento de laços diplomáticos e na década desde a assinatura do Acordo de Parceria e Cooperação Reforçada.
Ele observou que a União Europeia continua sendo o maior parceiro comercial e de investimento do Cazaquistão, com a cooperação se expandindo em áreas estratégicas, incluindo conectividade de transporte, matérias-primas críticas, transformação verde, digitalização e inovação.
Mas o embaixador deu especial ênfase à educação, ciência e tecnologia, descrevendo o investimento em capital humano como uma das principais prioridades nacionais do Cazaquistão.
Em seu discurso de abertura, o Ministro Nurbek delineou as prioridades do Cazaquistão em ciência e ensino superior. Entre elas, destacam-se a modernização da infraestrutura de pesquisa, o desenvolvimento de universidades de pesquisa, a internacionalização do ensino superior, o apoio a jovens cientistas, a comercialização da pesquisa e a expansão da participação em programas internacionais de pesquisa.
Foi dada especial atenção à cooperação do Cazaquistão com a comunidade científica e educacional europeia, incluindo as oportunidades oferecidas pelo programa Horizonte Europa da UE, que apoia a investigação e a inovação.
“A economia do conhecimento se constrói sobre a confiança, universidades abertas, ciência sólida e cooperação internacional”, disse o Ministro Nurbek.
Ele acrescentou que o Cazaquistão deseja que a cooperação com as universidades europeias seja sistemática e de longo prazo, baseada em pesquisa conjunta, troca de experiências e formação de especialistas para as futuras necessidades econômicas.
Os participantes debateram uma ampla gama de questões, incluindo o desenvolvimento da economia do conhecimento no Cazaquistão, a mobilidade acadêmica, projetos de pesquisa conjuntos, o desenvolvimento da força de trabalho para indústrias emergentes e o potencial para uma cooperação mais estreita com universidades belgas e europeias.
À margem da mesa-redonda, o Ministro Nurbek realizou reuniões bilaterais com a direção de diversas instituições de ensino superior belgas, incluindo as Universidades de Mons, Liège e Namur, bem como a Academia Diplomática de Bruxelas.
Após essas conversas, as partes concordaram em promover projetos conjuntos com o objetivo de expandir a mobilidade acadêmica, os intercâmbios estudantis e os programas de doutorado conjuntos.
As discussões em Bruxelas acontecem num momento em que o Cazaquistão busca se posicionar como um polo regional de educação e inovação na Ásia Central, enquanto a União Europeia procura aprofundar seu relacionamento com parceiros estrategicamente importantes em toda a região.
Para o Cazaquistão, laços mais estreitos com universidades e centros de pesquisa europeus oferecem um caminho para uma capacidade científica mais robusta, maior internacionalização e melhor integração em redes globais de inovação.
Para a Europa, o Cazaquistão oferece um parceiro estável e ambicioso na encruzilhada entre a Europa e a Ásia, com crescente interesse em educação, transformação digital, desenvolvimento sustentável e pesquisa avançada.
A mesa-redonda demonstrou que a cooperação entre o Cazaquistão e a UE já não se limita ao comércio, à energia e ao investimento. Cada vez mais, abrange também pessoas, competências, ideias e progresso científico partilhado.
À medida que ambas as partes olham para o futuro, a educação e a pesquisa podem se tornar uma das pontes mais importantes entre o Cazaquistão e a União Europeia.
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